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2019, o Ano da Coragem

Reflexão de um ano muito singular!

Quando o ano de 2019 iniciou, eu já tinha a ideia de que o tempo não se encerra em 365 dias.

Mas, é para mim importante, esta baliza que não nos permite afundar numa vida atemporal.

Assim ano a ano, no dia a dia, vamos vivendo sentimentos e pensamentos que porventura foram ou não a nossa realidade, mas que nos acompanharam sempre.

Este ano de 2019, para mim, começou em 2014 e dura há 5 anos.

No entanto, hoje, vou me focar apenas nestes últimos 365 dias que ainda assim me pareceram muito mais de 1000!

Neste ano, vivi coisas que se passaram há 2000 anos, há 500 anos, há 150 anos, há 40 anos, há 20 anos. Apenas tinha um pedido: a verdade de tudo!

A verdade que eu nunca quis ver, dura, nua e crua, que me dilacerava no inconsciente opaco e submerso da profundeza do meu ser.

Eu não tinha a noção do que estava a pedir – eu não sabia nada do que era a Verdade, pois talvez tivesse vivido uma vida de mentira.

Felizmente, fui preparada para permitir que o Amor seja em mim um jardim que floresce a todo o momento! E quando a Verdade foi chegando veio nos braços do Amor e veio, como sempre tudo vem, na hora certa!

Regressei no tempo recorrendo a mim mesma e às infinitas possibilidades que estão dentro de mim. Através de longas horas de silêncio, jejum e meditação!

Mas também recorri a conhecimentos testados e comprovados cientificamente como a Hipnose e a Regressão da Alma. Abri-me às Constelações Familiares. E aprofundei conhecimento sobre os meus Registos Akáshicos.

Entre terapias e práticas milenares como o Reiki, a alimentação Ayurvedic, o Som Tibetano, os desenhos de Alma fui serenando a minha energia conseguindo eleva-la a vibrações de Luz.

Criei um canal no YouTube – Universo 7 – onde iniciei a partilha de algum do conhecimento que tenho em mim e que me apaixona e por isso fui convidada a abandonar um Curso Profissional de Astrologia, onde a minha vibração energética não encontrou ressonância no ego inflamado de quem receia a Luz do outro. Ainda bem!

Iniciei logo a seguir outro de Astrologia Cármica onde fui recebida em Verdade com Amor. É um caminho para a vida!

E, sem baixar os braços à porta fechada, fui noutras terras bem mais evoluídas espiritualmente, encontrar professores mestres, de uma generosidade e humildade sem fim, que me ensinaram a milenar Astrologia Tradicional onde nunca uma sala de aula me permitiria o vasto conhecimento que adquiri.

Abracei a Fisica e a Mecânica Quantica, a Fitoenergética e o Coaching Espiritual dedicando centenas e centenas de horas de estudo, todos os dias, e a quem sou profunda e eternamente grata. A minha Vida elevou-se a outras dimensões!

Descobri o Ho’oponopono que pratico diariamente.

Levei para as dezenas de crianças e seus familiares, com quem trabalho diariamente, as minhas aprendizagens energéticas e espirituais e apliquei todos os meus conhecimentos para promover e elevar a sua felicidade, auto conhecimento e consciência. Sinto-me com o dever cumprido, ainda que este caminho tenha agora começado, mesmo que já conte com quase 20 anos.

Apaixonei-me pelo Tarot e os seus Arcanos, e dediquei-lhes tempo de estudo e prática. Entendi que nada está no nosso controle à excepção da vontade de agir!

Em Amor e Luz, falei todos os dias com os meus Anjos, Arcanjos e outros Seres de Luz presentes, tive Jesus e Maria sempre a meu lado e os meus Santos de Devoção! Confirmei a minha Fé!

Passei a ver e ouvir muito para além do evidente e palpável! E por essa benção agradeço!

Fiz Retiros onde me encontrei com o silêncio e a contemplação, passeei sempre pela natureza e conheci pessoas incríveis.

Descobri a maravilhosa energia dos cristais e nela alinhei e harmonizei o meu desalinho.

Tive o privilégio de conduzir a minha família ao meu local de encontro profundo, Dornes onde se banharam nas águas do Zêzere, centro geo energético de Portugal.

Fiz as Pazes com o Santuário de Fátima e escolhi render-me ao Amor da minha mãe!

Fiz a Queima de Karma num ritual mágico e literalmente queimei todo o meu passado de dor, mágoa e expectativa num fogo alto e vivo que transmutou tudo em Amor Incondicional e Aprendizagem! Passei a aprender e a praticar magia!

Passei a abraçar muito mais … os meus filhos amados que beijo e abraço a toda a hora (mesmo quando não querem), as minhas crianças com quem trabalho diariamente, as plantas, os animais, as pessoas que me chegam … num abraço dou e recebo muita Luz e nada se compara a esta troca simples e honesta!

Mergulhei nas águas dos rios e dos mares lavando a minha Alma. Deixei-me banhar por todas as Luas Cheias para que me trouxessem verdade e clareza. Nas Luas Novas agradeci e manifestei. E entreguei ao Divino e ao Universo tudo o resto!

Fiquei exausta. Fiquei doente. Perdi a minha identidade. Vi o meu rosto transfigurar-se de dor e mágoa. Fiquei triste, muito triste. Fiquei dilacerada de dor.

Descobri segredos escabrosos e mentiras perpetuadas por tempo demais. Traições impensáveis. A tudo e a todos escolhi abraça-los unindo-os às minhas sombras e tentando sentir amor sem julgar e muito menos cobrar.

Reconheci os meus erros, demasiados, falhas de ingratidão, descasos inaceitáveis, egoísmos desnecessários e narcisismos idiotas, erros atrás de erros por não saber fazer de outra forma até decidir que não mais me servem, que não mais os quero. Humildemente, peço perdão a quem falhei e acima de tudo peço-me perdão por só agora ver que estava errada. Completamente errada.

Não houve um único dia que não sorrisse. E todos, todos os dias agradeci o privilégio de ver os meus pedidos atendidos. Estar viva para em Amor e Luz seguir o meu caminho!

Muita coisa ficou pelo caminho. Muitas pessoas. Muitas histórias. As possíveis e as impossíveis, ainda que sonhadas com tanta alegria e paixão!

Reformulei e reinventei-me vezes suficientes para já ter vivido 7 Vidas … tenho a certeza de que está tudo a começar!

Não sei bem como o vou fazer … há coisas de que já não me lembro … um olhar, um sorriso, um carinho, um beijo!

Mas começo por me lembrar deste diálogo entre Sombra e Luz … escrito pela Vera Luz … que me lembra o início deste ano que acaba:

“A sombra diz:

– As pessoas estão cada vez mais frias. Os meus pais não são o colo que precisava, a minha relação não me preenche e os meus filhos não me ligam nenhuma. Sinto-me cada vez mais desamparada e sozinha!

A Luz responde:

– Tanta expectativa, dependência e ilusão no que toca ao verdadeiro papel dos outros na tua vida. Descobre o poder de não precisares de ninguém, de gostares de ter tempo para ti, de cuidares das tuas próprias feridas, de te amares e teres prazer na tua companhia, das mais variadas maneiras. Aos poucos irás descobrir um maravilhoso e imenso poder, liberdade e amor próprio que se escondem dentro de ti.”

Esta foi a minha grande conquista em 2019, com Coragem descobri-me em Amor!

Que 2020 seja o ano em que apenas me entregue ao Amor ❤️

Dor ou Amor

RENASCER AOS 18 ANOS

18 ANOS COLOR

Quando me sentei a escrever estas linhas dei-me conta que mais de vinte anos tinham voado sobre a minha vida e que nunca, em tempo algum, havia refeito aquela noite, aqueles dias. A catarse chegava de enxurrada lavando a alma com as lágrimas que escorriam livres, soltas pelo rosto. Estava pronta. A cores, com duas mãos, olhava aquelas imagens dum tempo que não mais voltou.

Tinha feito dezoito anos e achava-me invencível.

Entrara directo na faculdade para um pouco ambicioso curso de relações internacionais que me dava a conhecer um universo alargado de pessoas, hábitos, costumes, regras e contra-regras, que no colégio católico feminino me tinha sido vendado. A redoma daquela casa colegial, soube-o anos mais tarde, seria a minha salvação. Os valores foram-me transmitidos, no dia a dia, através daquela gente que me exigia muito, mas me queria tão bem.

Era o início de uma noite estrelada e fria que se queria longa, véspera de 1 de Dezembro, feriado da Restauração da Independência. O início começava tarde, muito tarde, e ria-me feliz com amigos de ocasião que faziam amizades como o vento, ora fortes e esperadas, ora brisas suaves de um dia agradável. Nada consistente. Nada perene.
Tropecei, caí. Assim, do nada, no chão frio. Não mais me levantei. Não mais consegui falar. Sequer pensar. Em urgência, de lenço branco de fora, fui carregada em braços a toda a bolina, numa viagem sem fim, até àquelas luzes brancas que me haviam de não largar, por muito tempo.

Nada de grave, diagnosticaram. Excessos, talvez alguma droga. É aguardar o tempo. Logo passa. Não passou. Passaram as horas e o desespero vinha varrendo tudo à sua volta, como uma tempestade que se faz anunciar ante um vendaval, um ciclone, um tornado. Telefonemas. Zanga. Raiva. Medo. Ninguém sabia de nada. Nem o que sentir. O relógio compassava o coração apertado. O pânico começava a notar-se. Eu apagava-me a cada instante.

A agitação tomou conta da minha mãe, pouco paciente, exigia respostas que tardavam. Era evidente o desconhecimento. Ela conhecia-me. “É a minha filha, eu sei que não está bem”. Soube-o, desde logo. Passava-se algo grave. Muito grave. Ela sabia-o. ela sentia-o.
Após sete horas de uma espera infernal, entrei em coma durante longos e serenos treze dias. Então soube-se. Bastou que me observassem com sabedoria.
Um erro. Crasso. Acontece.

O desespero dos dias que passaram incertos, não o soube, não o senti. Talvez tenham pedido que Ele me levasse. Ou rezado infinitamente por mais um sopro de vida. Não o sei.
Acordei. Não falava. Falava, sim. Não me entendiam. Não andava. Não me mexia. Não entendia. Não choravam. Traziam os olhos vermelhos mal disfarçados.

Se eu percebia, não. Não percebia nada. Tinha sido um aneurisma profundo que me atingira o lado esquerdo do cérebro e me paralisara totalmente o lado direito. Algo congénito. Talvez. Percebe?

Sim, acho que percebia. Tinha sede. Sede. Não compreendiam. Tinha fome. Queria … pois, não valia a pena. Que não me preocupasse. Que passava. Paciência. Calma. Eu já tinha percebido.

E, agora, quando fico boa? Quando posso ir embora? Estava farta! Não. Em breve. Não ia ficar boa. E, em breve, iria embora, para casa, com aquilo. Depois ver-se-ia. Como assim?

Devem estar enganados, pensei. Só podem estar enganados. Mas eu estava tão bem. Não sabem o que dizem. Mas sabiam. Bem, apenas em parte!

Passaram-se mais de vinte anos. A hemiparesia total direita permanece (mas falo, falo por sete cotovelos), dizem que a massa neurológica responsável pela coordenação motora se foi. Do mal o menos. Havia solução! Uma cirurgia inovadora do outro lado do mundo, na terra do Tango de Gardel, encerraria este capítulo e, depois, anos a fio de intensa fisioterapia, provaram-no. Se assim era, assim seria.

Renascia e, por isso, haveria de agradecer, mais tarde.

Flexibilidade

Sobre escolhas. Flexibilizar!

“- É pecado sonhar?

– Não, Capitu. Nunca foi.

– Então porque essa divindade nos dá golpes fortes de realidade e parte nosso sonhos?

– Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.”

Excerto do livro Dom Casmurro de Machado de Assis. 

Escolher é optar sabendo das prováveis consequências de deixar para trás algo que se preteriu. Não escolher é não ser nada. É deixar que os outros escolham por nós.
Eu prefiro sempre escolher. Por vezes não me agrada. Sei até que nem sempre estou certa.

Mas as escolhas impõe-se.

Tenho intrínseca em mim a necessidade de participar na minha vida. E é preciso andar para à frente com ela. Por isso, preciso fazer escolhas! E ser flexível! De não ser dura comigo.

Há quem me pergunte o que busco? Se dou conta do recado? Porque complico? Porque não reduzo tudo ao que simplesmente é? Porquê a mudança? Porquê o sonho? E quem fica? E depois? Eu respondo … porque sou assim, gosto de desafios, sou de excessos, tenho metas a cumprir.

Gosto de expectativas. Gosto de ser história para contar. Gosto de ir mais longe. Gosto de mim, preciso de me recriar.

Estou a envelhecer. Estou chata de morrer, não me sou suficiente. Quero ser exemplo para os meus filhos. Sinto-me capaz de tudo. Não desisto, agora tenho uma vida a nascer. E, se estas não forem as respostas esperadas, paciência.

Olhem-me de lado, falem nas minhas costas, cobicem o alheio.

Mas a mim, deixem-me ser feliz!

Hoje não acordei cedo. Hoje a insônia não quis nada comigo. Hoje dormi a sono solto. Hoje acordei com remelas e marcas no rosto. Babada até. Dormi o sono dos justos. Acordei com a preguiça de quem dorme demais e não se farta de estar deitado. Ando tão cansada dos desdobramentos semanais entre ser a mãe, a mulher, a empresária, a amiga, a blogger, a sonhadora, a contabilista, a dona de casa, a negociadora, a escrevinhadora, enfim, em ser eu. De escolher que assim seja.

Sinto-me um Origami humano que se faz e desfaz em múltiplas formas, mas sempre eu. E, desta vez, ainda que escolhas vá ter que fazer, vou ser flexível comigo. Vou pegar leve!

Lembrei-me do dia em que decidi realizar a empreitada de realizar um sonho, e de como, de pronto, comprei uma viagem de ida (sem volta) num navio que me levaria ao Brasil, fi-lo sem hesitações.

Enchi o peito de ar, digitei códigos de números infinitos, preenchi formulários, aprovei bagagem, escolhi o camarote e a hora de jantar.

Fiz uma escolha.

Não sabia bem no que me estava a meter, mas sabia que o primeiro passo estava dado! Guardei para mim esta decisão e segui caminhando de sorriso rasgado no rosto!

No dia seguinte, quando parei para pensar no restante (que era quase tudo!) dei-me conta da minha escolha e que, embora o pudesse fazer, não havia volta atrás e agora é que tudo ia acontecer!

Fazer acontecer por nossa conta envolve vários riscos, mas dá um gozo supremo. O estado de graça caiu em mim e sinto-me apaixonada porque paixão é viver intensamente e a minha vida está uma roda viva!

Agora, por estes dias, sei que vou ter de fazer escolhas. Difíceis. Mas flexíveis também. Para mim. Vou deixar a vida me levar.

Aos outros, ao que vão achar, bem, ainda não lhes perguntei.

Se pesa … Larga!

Mares nunca antes navegados por mim

Iniciava, há quatro anos, uma audácia, chamada de aventura por uns, de loucura por outros. Por mares nunca antes navegados por mim. Não sabia bem o que ali estava a fazer.

Era o primeiro dia de nove que tenho pela frente.

Acordei tarde apesar de ter dormido horas e horas com as cortinas abertas e o sol a brilhar no céu e o oceano a entrar pelo quarto dentro inundando tudo de luz. Descansava como já não me lembrava de ser possível.

Senti-me verdadeiramente privilegiada!

Já passava da dez e já não ia a tempo de tomar o farto pequeno almoço que era servido no restaurante Miramar, mas não me importei. Tudo era novidade e eu queria calma. Queria sentir aquele momento com toda a sua plenitude pois era a primeira vez que o vivia. Estava verdadeiramente sozinha. Eu que sempre vivera rodeada de todos. Ali, dormir com o mar a embalar-me deu-me uma sensação de torpor difícil de largar. Espreitei o mar pela décima oitava vez (ou décima nona!!!) e decidi levantar-me.

Literalmente percebi o que era preguiçar e senti-me bem.

Levantei-me com hesitação. Podia se quisesse ficar ali. Não senti logo o balanço, mas ao abrir a porta da casa de banho, que era bem simpática, percebi que não se segurava sozinha. Tomei duche numa cabine pequena, mas não tão pequena quanto seria de esperar, onde a água jorrava com força e nunca era fria mesmo que a quisesse assim. Imaginava quanto litros de água carregaria aquele navio e, pelo sim, pelo não, economizei-a mais do que seria de esperar. Consciência da minha condição. Não sabia bem o que ali estava a fazer, mas sabia que muito me pesava.

Comecei os preparativos, e sim, tudo num navio são preparativos, mesmo quando não estamos preparados, assim, e como já me haviam dito que o sol em mar alto queima muito mais que numa praia ou piscina, devido ao reflexo massivo nas águas do oceano, a gosto, enchi-me de protetor solar dos pés à cabeça.

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Reparei, entretanto, que me haviam colocado debaixo da porta o diário de bordo, e assim foi todos os dias. Dei-lhe uma vista de olhos e percebi que iniciaríamos o retroceder das horas já na noite deste dia. Viríamos a atrasar quatro horas o que se revelou confuso para toda a viagem. Mas para já o dia estava a começar.

Depois, como era dia de reconhecimento a bordo vesti-me como se em Capri estivesse (onde aliás nunca estive, mas suponho que assim seja!) vestido azul longo, agasalho de algodão fino branco, imaculadamente branco, chapéu, óculos, um livro e câmara para os instantes e partilhas. Considerei-me pronta!

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Preparando-me sabia que o sol em mar alto queimava muito mais que numa praia ou piscina, devido ao reflexo massivo nas águas do oceano, e, como tanto gosto, enchi-me de protetor solar dos pés à cabeça. Coloquei um chapéu, óculos, biquini e fui até piscina.

Ou onde tudo acontecia! E aconteceu!

Subi ao deck 10, o deck exterior mesmo por cima do corredor da minha cabine, onde funcionava o restaurante Panorama. Aberto desde cedo até meio da tarde. Um self-service completo que atendia a todos os gostos e necessidades, desde um improvisado pequeno-almoço, como foi o meu caso, até um almoço tardio que variava entre comida italiana, chinesa e mediterrânea.

Sentia uma sensação de desequilíbrio, de tontura, que me tirava o apetite. Para contrariar a sensação de tontura fui petiscar algo, uns minis – croissantes, sumo de laranja, compotas, queijo e fiambre, doces, café. O suficiente para desenjoar.

O balanço do barco deixava-me nervosa. E isso é algo a que não estou habituada! Não sabia bem o que ali estava a fazer, mas sabia que muito me pesava e já não mais me servia.

Não me senti mal, mas percebi imediatamente que não controlava o meu equilíbrio que de si já é desequilibrado e isso deixava-me insegura. Mas penso que só mesmo a mim, porque ninguém notava soube-o depois.

Eram mares nunca antes navegados por mim.

Não me sentia mal, mas percebia que não controlova o meu equilíbrio que já de si era desequilibrado e isso deixava-me insegura. Caminhava com cautela e devagar.

Observava. Percebia que havia gente sozinha como eu. Mulheres e homens de todas as idades.Que havia famílias. Que havia grupos de jovens em grupos alternativos e menos jovens. Também casais maduros. Havia muita gente a bordo. Soube mais tarde cerca de seiscentas passageiros. A capacidade máxima do navio era de dois mil. Mais tripulação. Uns, como eu, que fazem a travessia pela primeira vez, e outros que já só chegam ao Brasil ou à Europa desta forma.

MARES NUNCA ANTES NAVEGADOS

Depois de um primeiro passeio, decidi apanhar sol. Sozinha, o sol queimava quente e alto. Deitada em espreguiçadeiras dispostas junto à popa, sentia-me verdadeiramente entregue a mim a mesma. Relaxava numa dimensão de entrega que não me era usual. Desfolhava um livro. Leio. Ler aliás é a minha preferência porque tenho tempo e ninguém, rigorosamente ninguém, me interrompe. Lia com voracidade como se o meu tempo fosse acabar. Mas não acabou.

Ali tinha todo o tempo do mundo para mim. São muitas novidades, um dia sabidas, até ali esquecidas. Não sabia bem o que ali estava a fazer, mas sabia que muito me pesava e já não mais me servia.

Agora por mares nunca antes navegados por mim.

Meu amor, era de noite

Trouxe comigo cinco romances, dois portugueses, dois brasileiros e um chileno. Comecei por um romance de Vasco Graça Moura É de noite, meu amor que me acompanharia por três longos dias. A leitura do enredo e o final prenunciador viria a revelar-se demasiado óbvio.

Na verdade, a própria vida é tão óbvia que compreenderia que assim estava destinado a ser. Foi também meu caderno de rascunho como todos os papéis que apanhei pela frente, na tentativa de reter uma ideia, um vislumbre.

Não sabia bem o que ali estava a fazer, mas sabia que muito me pesava e já não mais me servia. E larguei …

O que necessitas para EVOLUIR?

Viver o Hoje e o Agora (Hoje é o meu dia preferido)

Nunca a vida foi tão actual como hoje: por um triz é o futuro.

Tempo para mim significa a desagregação da matéria. O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a este fruto toda a sua polpa.

O tempo não existe.

O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos.

O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie.

Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a ideia de imobilidade eterna.

Na eternidade não existe o tempo. Noite e dia são contrários porque são o tempo e o tempo não se divide.

De agora em diante o tempo vai ser sempre atual.

Hoje é hoje.

Espanto-me ao mesmo tempo desconfiado por tanto me ser dado. E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje.

O paroxismo da mais fina e extrema nota de violino insistente. Mas há o hábito e o hábito anestesia.

Clarice Lispector, in ‘Um Sopro de Vida’

Lembrei-me de um livro que li em 2008. Passaram-se 11 anos. Foi um ano difícil na minha vida. Tinha dois filhos lindos que amava como à própria vida. Tinha saúde. Tinha trabalho. Mas não tinha alegria. Não me sentia amada. Não me sentia compreendida. E acima de tudo, sentia-me só.

Via a Oprah diariamente (sempre me senti próxima daquela cultura televisiva americana, a vida é um show!) e conheci a Liz Gilbert, a sua história contada sobre os vários episódios da sua vida, e corri a comprar o livro. Os seus dramas eram os meus. Também eu chorava até às entranhas, sufocada, no chão frio da casa de banho. Também eu me sentia vazia. Também eu queria fugir da minha vida, tão imensa de sonhos, e tão mesquinha de realidade. Que ingrata!

Bebi sofregamente cada palavra fácil de uma história simples quanto transformadora. Eu ia fazer como ela. Eu ia partir. E inspirada renovei todas as forças que necessitava para dar a volta à minha vida. E se eu achava que sabia alguma coisa. Mal eu sabia o que estava para vir..

Mas HOJE é realidade e HOJE eu sigo. E sigo porque vou inspirar outras (e outros) a viverem a sua vida livres e verdadeiros nos seus propósitos. É a minha EVOLUÇÃO!

Não largo tudo. Tudo permanece. Todos me aguardam. Sigo livre. Com o orgulho dos meus filhos. E admiração dos meus. Sigo porque eles, que também sou eu, sabem que necessito de ir para respirar. Para ser. E sigo porque só solta lhes posso pertencer. É a minha EVOLUÇÃO!

Encerro na partida a minha essência. Sigo em frente com a certeza de regressar sempre aos meus. E vou voltar a partir. E vou ser mais eu mesma.

Helena

Como te defines?

Procuro por mim desde que me sei por gente. Têm sido muitos os desencontros. De mim para mim. Pois que sei que apenas de nós sabemos. E mal. Sobre mim sei um pouco. Não muito. Mas busco-me a toda a hora. Pergunto-me: Sabes quem és?

Sim, claro. Sou mulher, filha do pai e filha da mãe. Sou pequena de pé delicado. Arisca. Com mau feitio. Mas doce também. Sei que amo. E por vezes odeio. Não sou morna. Sou respondona. Não levo desaforo para casa. Rude quando calha. Mas esta é apenas uma ínfima parte do que sou. Sabes quem és?

Sou quem sou. Sou quem está. Sou quem foi. Sou quem insiste. Sou quem despreza. Sou ela. Sou ele. Sou os meus. Sou os deles. Sou para ti. Sou de ninguém. Sou minha. E tua. Mas se sei?

Sabes quem és?

Quem sou? Tenho uma leve ideia. Não vim com instruções. Se vim, deitei-as fora. Achei ontem que era assim. Hoje acho que afinal. Amanhã, que sei eu. Não é fácil ser eu. E, por isso, porque me dou trabalho. Porque me exausto. Porque me canso de mim mesma. Procuro-me. Sim. Nos livros. Nos filmes. Nas canções. No silêncio. No samba. Na choro do cavaquinho. Na bateria que ruge furiosa. Que grita.

Quem és tu? Sabes quem és?

Sei. Sei sim. E quando não souber, pergunto-me. Porque não desisto. De mim. Porque mesmo quando não me gosto, perdoo-me. Não sem antes reclamar, resmungar, cobrar. Que eu não sou fácil comigo mesma. Mas é comigo que conto. Mesmo fraca, mesmo débil, mesmo desfeita. Tantas vezes. Demasiadas. Tantas vezes. E, sabe, rapariga, fica a saber … que isto que aqui temos feito, nesta vida, neste caminho, tem sido muito mais do que alguma vez esperaste (se calhar, sempre o soubeste.).

Nem sempre sei quem sou. Que sou muitas dentro de mim. Mas sou sempre eu. E esta é a única que quero saber quem é.

Helena

Experiências

Eu, muitas!

Hoje trago-vos um ano excepcional … que já vivi vários! 2015 …

E pergunto-te, o que tens feito por ti?

SOBRE O EXCEPCIONAL ANO DE 2015

Rumo 2015

Eu sempre fui ligada a datas, embora com os anos e a falta de as festejar, me tenha indo, pouco a pouco, desligando da sua importância.

O ano de dois mil e quinze está a acabar. Dentro de horas damos inicio a dois mil e dezasseis. Pensando bem, eu sou mesmo de datas. Sou de crenças. Sou de superstições. Sou de intuições. Sou de destinos traçados. Definitivamente, não sou de acasos. E sou do Agora também!

E 2015 foi tudo isso e muito mais, foi o ano de viver o Presente e o Presente é Agora! Foi um ano excepcional, foi o ano em que me voltei a apaixonar!

1ºjaneiro 2015

Este ano fiz pela primeira vez muitas coisas, o que já queria ter feito, o que me decidi a fazer e o que jamais imaginaria ter feito. Fazer, fazendo acontecer foi o lema deste ano!

Logo no primeiro de Janeiro, a minha vida começou a mudar. Tinha acordado disposta a ser feliz, custasse o que custasse. Mas à minha volta a inércia tomava conta de quem não tinha pressa de viver. Eu tinha necessidade de ar, de sol, de liberdade.

Saí de casa, lá no Campo Vinte e Quatro de Agosto, quase no coração do burgo, sozinha, para andar por esta minha cidade que amo e que me deu tanto, desde sempre, acima de tudo, a força da minha identidade. Conheço-lhe as ruas que sobem e descem, as pedras brancas e escuras dos seus passeios, o granito frio e austero das casas de azulejos coloridos, as gentes de pêlo na benta e letra na língua, os tolos que a vagueiam, os turistas que a invadem. Fui e cheguei onde sempre dou, à Torre dos Clérigos, que me acompanha desde miúda, desde quando me queria refugiar e pensar na vida. Os anos passaram mas a miúda ainda cá anda. Já lá não estou só. Os chineses, os franceses, os italianos também querem o melhor angulo da minha bela fortaleza, da minha invicta. Quedei-me a olhar. Só a olhar. Porque a vida que faz pensar, tinha, por esta altura, decisões a tomar e tomou-as. Não havia mais que pensar.

Carnaval 2015

Veio Fevereiro e o Carnaval, pela primeira vez, festejei exactamente como sei e gosto … A sambar, a rir e a brincar!

1ºjogo FCP António 2015

Em Março, o meu filho António fez nove anos, e fui pela primeira ao Estádio do Dragão, ver jogar o Futebol Clube do Porto – Bayern de Munique. Ganhou o Porto 3-1. Uma alegria!

FMG

Em Abril, comprei a minha primeira passagem de navio para a travessia atlântica.

Decisões Abril 2015

Da ideia do sonho à necessidade do acto de realizar.

Em Maio, a sete, comprei o meu segundo carro sem opiniões nem considerações. Pela primeira vez!

E, a catorze, pela primeira vez, fui de avião, sozinha (dá para acreditar?), a Lisboa, para sozinha, ver o meu querido Roberto Carlos.

Eu e Maria Bethânia maio 2015

E a vinte e cinco, via, mais uma vez, a diva em palco Maria Bethânia e para minha felicidade, pela primeira vez, abracei-a e partilhei momentos de intensa espiritualidade. Agradecia cada segundo de vida!

Mudança Eu

Em Junho e Julho, e não, não era a primeira vez, confirmava que há pessoas que nunca mudarão, aconteça o que acontecer. E que quem tem de mudar sou eu!

E mudei! Preparava a todo o vapor a minha viagem ao Brasil e começava a desenhar-se a ideia do blogue. E a ideia era falar de mim, da minha vida, da superação de obstáculos, da realização de sonhos e da vontade de se ser exactamente aquilo que se quer ser! No meu caso, a viajar!

Prep Blog I

Lá trás, como agora, sobre o que acho da opinião dos outros, é mais ou menos isto, em forma de legenda vinda do passado:

Não estou nem aí para as vossas considerações!

Não me digas que não, porque o caldo fica entornado!

Não era para fazer aqui, não? Pois, agora já está feito!

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Em simultâneo, vivia intensamente o verão das minhas crianças, com quem trabalho e a quem dedico o meu tempo há quase quinze anos, são umas e outras que crescem e vão e vêm. Aqui, numa aula de capoeira que experimentei pela primeira vez!

Parceiras

A meu lado, sempre, a minha mãe, incansável, e as minhas parceiras de luta diária, leais e dedicadas. A elas, agradeço-lhes tudo o que me permitiram viver! Obrigada Al e El!

41º 2015

Depois veio Agosto, o meu mês, quarenta e um anos, e o mundo para descobrir com os meus, sempre mais que tudo, rapazes da minha vida!

Arroz com Feijão 2015

E horas e horas, dias atrás de dias, todo o mês, a escrever, a digitalizar, a editar, a refazer, a desfazer, a chorar, a rir, a pensar, a prever, a saber. O Blogue era já uma realidade … começou por ser Arroz com Feijão

Anos Kiko 16

Em Setembro, estava em estado de graça, o meu filho Francisco fazia dezasseis anos, e eu agradecia tudo o que tinha conquistado nesta vida!

Os meus filhos que são extraordinários (e chatos como só eles sabem ser!) e eu, que questionava tudo o que era e estaria para ser, e tudo isso já eu sabia que estava destinado a ser assim!

Não era bom, nem mau, era apenas a vida a se revelar!

Sessão Helena das Viagens_Isabel Saldanha Photography_09

Em Outubro, cumpri uma vontade antiga, fiz uma sessão fotográfica com a fotógrafa mais curtida que poderia ter escolhido … que foi inteira e captou instantes, tradução de mim!

O blogue passava a chamar-se viagensdahelena.com.

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A vinte e cinco de Outubro partia para Lisboa. Deixava as minha certezas guardadas no coração. As dúvidas viria a esclarece-las ao longo de toda esta jornada.

Las Palmas 2015

E a vinte e oito embarcava em Las Palmas na grande aventura da minha vida!

Travessia 2015

Ia atravessar o Atlântico de navio para chegar ao Brasil. Não cabia em mim de orgulho!

Aprendi a estar sozinha e a gostar muito, muito mais do que eu pensava. Porque na verdade nunca estive sozinha mas com todos aqueles a quem me dispus conhecer, conversar, rir, viver.

Felicidade 2015

A felicidade era em mim um estado permanente. Era branca e brilhava como os brilhantes falsos dos meus brincos, mas como alguém me dizia “não é por isso que deixam de brilhar”!

Brasil 2015

E em Novembro, chegava ao Brasil! O meu sonho era agora realidade e aqui contaria tudo o que vi e vivi!

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E em Novembro, voltei ao Porto. E nunca mais, nada do que era, do que tinha sido, voltaria a ser. Assim creio. E aceito.

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Em Dezembro, mês da renovação, mês da luz, eu que sou de datas, vivi o Natal certa da renovação porque passo. Eu que sou de datas agradeço estes trezentos e sessenta e cinco dias cheios de sonhos realizados de vida vivida.

Eu que sou de crenças, que sou de superstições, que sou de intuições, que sou de destinos traçados, sei que o meu caminho ainda agora começou. Porque caminho numa nova direção que me levará ao melhor de mim.

Eu, que definitivamente não sou de acasos, sei o que está escrito, porque a minha vida quem a escreve sou Eu. Eu que me voltei a apaixonar. Por mim!

Daqui a vinte anos …

VOAR VOANDO

“Quando voei de Asa Delta, pela primeira vez,

descobri porque cantam os passarinhos”

disse-me Miguel, o simpático taxista que comigo passeou.

Voar 2
Voar 3
Voar 4

Renascia e, por isso, haveria de agradecer, mais tarde.

Era uma segunda de manhã cedo, o Voo de Asa Delta estava marcado há uns dias, mas a Mariana mandou um WhatsApp a dizer que a previsão meteorológica tinha errado e a nossa hora, as onze, tinha de ser adiada. As nuvens estavam cerradas e muito baixas em São Conrado, praia onde pousaríamos, por isso adiámos para mais tarde. Mas o que tem de ser é!

O Miguel apanhou-me na Riachuelo, no Hotel Vila Galé, seguimos para a Avenida Atlântica e daí fizemos toda a orla passando por Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, Favela do Vidigal, Niemeyer e São Conrado para subirmos já com Renato Janssens, o meu instrutor de Asa Delta, toda a estrada pela Floresta da Tijuca que nos levaria à Pedra Bonita. O nosso ponto de partida!

Assim que chegamos vários ajudantes montavam o Asa Delta e o Renato ia dando-me instruções, nomeadamente de correr, algo que não faço, eu não corro. Mas corri. Tive que correr.

Vesti o colete, apertei os cintos, engatei os ganchos e respirei fundo. Entreguei a minha vida aos céus e a Renato que era quem me levava.

– Pronta Maria? Agora não dá mais para voltar atrás!

E eu corri. E o Renato correu. E nós voamos.

Voar o Rio de Janeiro foi …

Não tenho palavras para a sensação de voar sobre o Rio de Janeiro, resta-me agradecer, agradecer, agradecer pela vida que me foi dada, pelo que escolhi fazer dela e, por este, renascimento.

Largar

Eu sou desapegada. Desapegada porque não me preenche a posse das coisas, a posse das pessoas. Acho até confuso, por vezes, o quanto amo desapegadamente. Para o caso, afirmo que o meu desapego é generalizado. Não tenho uns brincos de sempre. Não tenho um casaco de sempre. Não tenho uma casa de sempre. Não tenho um livro de sempre. Não tenho um amigo de sempre. Nem a mim me tenho de sempre. Acho que tenho desapego de ter. E, por isso, o desapego. E estranhamente, estranho ser assim.

Claro que, se de Ser falar, já me apego. Que o apego de ser não me dá para o desapego de ter.

Há muitos anos que aprendi a soltar as coisas. Por força das circunstâncias, também das pessoas me fui soltando. A início era questão de ter, do desapego de ter para mim as coisas e as pessoas. E chegou um momento, recentemente, que constatei que só de mim me não podia desapegar, e tantas vezes mo apetecia fazer … é que me canso. De mim. Mas não posso. De mim, não me posso largar. É que não se trata de despego de ter, mas de ser, e por ser tenho apego.

DESAPEGO DE TER

Hoje, exactamente antes destas palavras que escrevo, por busca de mais e mais qualquer coisa que me acrescente, encontrei um blog. Chama-se Escolha a sua Vida. É o blog de uma coach brasileira (os caminhos levam-me sempre para a mesma estrada, o Brasil), Paula Abreu, que não conhecia. Passeei pelo seu conteúdo. Espectacular! Muito motivador, positivo e assertivo. Como eu gosto! Identifiquei-me, portanto! Continuei em género de scrolldown até chegar ao fim da página e encontrar o texto mais genial que li nos últimos tempos. Dizia assim …

Uncopyright – Todo o meu conteúdo deste site está no domínio público. Abro mão de quaisquer direitos de uso sobre meu trabalho. Se você quiser usar meu conteúdo, não se preocupe em me escrever pedindo permissão. Aqui está ela: use como quiser, mande para os amigos, imprima e cole por aí, copie no seu blog ou site à vontade. Se puder colocar os créditos e link para o meu site, fico agradecida. Mas não exijo isso. Meu objetivo é transmitir estas mensagens para o maior número de leitores possível, então, estou desapegando – dentre tantas outras coisas – dos meus direitos.

Este pequeno texto é genial. É genial porque é a escolha da vida que a Paula Abreu fez. Partilhar. Sem ter direitos. Sem ter posse. Sem ter apego. Porque nada é “meu” quando é partilhado. Porque quando se partilha passa a ser “nosso”, “vosso”. Porque o apego é do que se é e não do que se tem. Porque levar o exemplo de cada um ao outro é criar um mundo melhor. Porque aprende quem vê. E dar é muito melhor que guardar. A não ser que se guarde exemplo do que se recebeu.

À Paula Abreu, que eu não conheço, obrigada querida! Obrigada por me lembrar que quem procura os seus, os encontra. E o encontro é uma arte, já dizia o poetinha Vinicius de Moraes.

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